OS PARADOXOS DO AMOR = VíNCULO E LIBERDADE!!!

Se observarmos o casamento como um pacto de seguro econômico onde duas pessoas estão amarradas para cumprir os protocolos exigidos pelo Estado Capitalista percebemos o quanto isso é prejudicial para a liberdade humana.

 O Estado deturpa uma relação de amor romântica, transformando-a em mera formalidade quando exige um contrato formal. Desrespeitando a condição plural humana de amar, o Estado impõe valores éticos e morais reclamando a posse sobre “qual” a forma mais correta de se relacionar. Utilizando-se da desculpa de se preocupar com o bem estar social Ele domina a escolha humana, impedindo o indivíduo de exercitar e assegurar sua liberdade.

Os protocolos exigidos pelo Estado destacam-se quando os relacionamentos não podem ser legitimados sem a intervenção do mesmo. Uma vez que não há uma aprovação, não interessa ao Estado a possibilidade de discussão sobre algo que não valoriza uma decisão racional do que é imposto e não mediado. A impossibilidade da exposição do que Ele não considera como propício ao bem estar coletivo torna qualquer pratica divergente a sua alusão comportamental como prática inaceitável.

Não fazendo que com que os indivíduos se desenvolvam intelectualmente, Ele transforma todas as relações mantendo-as em um único seguimento. Apropriando-se de um único padrão, uma etiqueta, o Estado empobrece todas relações diversas pois o seu único papel é negligenciar todos os laços de afinidades que unem os indivíduos.

Na sociedade capitalista a exclusividade, a possessividade e a dominação deriva da cultura centrada no valor de “ter” , de dominar inteiramente o outro ou algo. O vínculo de uma relação baseada nos princípios capitalistas não preserva a condição do “um” tão pouco sua identidade, uma vez que na relação “um só” o ser social acaba por sair de si mesmo perdendo sua naturalidade de decisão.

A união de dois indivíduos ou mais deve trazer o convite do mutuo acordo, do respeito e da recíproca. Uma vez que a idéia do que se “é”, é realmente percebida, o ser social passa a acordar e a dialogar de forma livre, não saindo então de si mesmo para pertencer a idéia do outro.

Quando há o desejo de relacionar-se, ambos tem como finalidade a contribuição de um para com a outro continuamente,independente de contrato ou mediação. Quando o desejo de apropriar-se da consciência do outro deixar de ser o foco dos relacionamentos, o homem então passará a praticar o amor livre passando então a reconhecer que a escolha de estar juntos é opcional.

” Amar é estender o seu corpo em direção a um outro corpo; mas é também, fundamentalmente, exigir que esse corpo, que ele deseja, também se estenda; é desejar o desejo do outro” (Hegel).

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