TERROR NÃO SE EXPLICA – POR UMA PALESTINA LIVRE!!!!

 A violência quando colocada em prática vence a capacidade da resistência de outrem.

 Por isso devemos, portanto, como seres humanos que somos denunciar todos os tipos de agressões cometidas, para que floreça assim alternativas à liberdade e a justiça.

Um ser humano quando sofre um ato violento talvez nunca mais volte a ser o mesmo. Fica marcado interiormente e assim, muitos, por vezes se calam sofrendo assim sua dor diária sozinhos. Por muitas vezes essas mesmas pessoas quando revidam os atos violentos sofridos, recebem a denominação de terroristas ou são chamados de malucos que merecem estar mortos ou enjaulados.

Assassinatos em massa e guerras infundadas, marcam a alma de homens e mulheres,trabalhadores como nós, vítimas de um único sentimento, o de cobiça gerado pelo liberalismo econômico dos EUA.

A crença religiosa fundamentada no desejo de liberdade acaba por ser a única alternativa dessas pessoas que tem um ideal de poderem um dia viver em paz.

Uma coisa é fato: desde a criação do Estado de Israel pelos EUA o povo palestino sofre, sendo expurgado de seus lares como cachorros sarnentos.

Vemos diariamente crianças morrendo de fome ou vítimas de mísseis ou bombas e nunca paramos para pensar que elas poderiam ser nossos filhos. Vemos pela TV bombas e usinas nucleares explodindo a 60 metros de casas e escolas e também nunca paramos para pensar que nós poderíamos estar ali,

É correto comemorar vitórias tripudiando em cima do outro???

È de uma estupidez tamanha o pensamento de que a satisfação de nossas vontades e desejos seja mais preciosa do que o bem estar geral.

Até quando fecharemos os olhos para o que acontece e somente gozaremos da vida?

Que façamos a nossa parte, talvez assim paremos de ser tão demagogos.

PELA LIBERAÇÃO DO TERRITÓRIO DE GAZZA PARA O POVO PALESTINO!

 GAZZA PARA O POVO DE GAZZA!!!

 

 

A ideologia do genero e a segregação social

 

É a sociedade que constroi e que molda os papeis masculinos e femininos no coletivo. Não existindo um comportamento masculino ou feminino natural. ou seja, um comportamento que vem como traço genético, esses laços são socialmente construidos e transferidos gradualmente de geração em geração, como costume, tradição.

O comportamento sexual é imposto gradualmente a medida que a sociedade educa o indíviduo em seu desenvolvimento. Uma vez que a idéia sobre genero é uma mera condição social que não respeita a lei natural o indíviduo não aprende na vivencia cotidiana a se descobrir, e sim é ensinado a se comportar da forma que convem ao Estado.

 

Os meros papeis imposto as mulheres e aos homens fazem com que a primeira distinção de classes exista. A classe sexual educa o ser social à aprender a se subordinar um ao outro. Nesse primeiro antagonismo entende-se que a subordinação “mulher ao homem” está totalmente associada ao comportamento autoritário que o Estado capitalista excerce sobre os homens.

 

Essa primeira opressão, não motiva a conciliação, tão pouco o entendimento das necessidades sociais individuais do ser social. Uma vez que os papeis são impostos e a tal organização é formada, o indíviduo precisa compartilhar da idéia comportamental já existente para manter uma ordem pré-estabelecida. Dessa forma tanto as mulheres quanto os homens são vítimas desse padrão social uma vez que, ingenuamente, acreditam que o papel excercido na sociedade é fundamentado em seu sexo.

 

Quando por exemplo uma mulher se casa com um homem e não com uma outra mulher, isso não se deve a uma lei natural e sim ao que é construido. A mesma coisa acontece quando um homem sente a obrigação de trabalhar fora somente para sustentar a familia e produzir enquando a mulher sente-se obrigada a ficar em casa cuidando do lar e dos filhos.

 

Esse padrão comportamental é ainda inserido na infancia quando a mulher ainda menina, recebendo bonecas de presente e brincando de casinha, e o homem por sua vez ainda menino recebendo caminhões, martelinhos entre outros utensilhos, somente reproduzem o que é conveniente socialmente pelo Estado.

 

Para descontruirmos essa idéia de segregação e acabarmos com a divisão de classes há a necessidade de percebemos o quanto toda forma de desigualdade é injusta. Essa injustiça se torna clara quando o homem se coloca em posição social diferente da mulher por mera conveniencia. A respeito da mulher ao homem e vice versa é fundamental para que a exloração sobre o sexo possa ser aniquilada.

 

Homens e mulheres são diferentes apenas biologicamente, mas caminham lado-a-lado, uma vez que a junção desses dois seres é fundamental para o desenvolvimento da humanidade. O termo genero se torna uma visão sexista que deve ser combatido como ideologia pois ele somente reprodruz a necessidade capitalista de segregação.

OS PARADOXOS DO AMOR = VíNCULO E LIBERDADE!!!

Se observarmos o casamento como um pacto de seguro econômico onde duas pessoas estão amarradas para cumprir os protocolos exigidos pelo Estado Capitalista percebemos o quanto isso é prejudicial para a liberdade humana.

 O Estado deturpa uma relação de amor romântica, transformando-a em mera formalidade quando exige um contrato formal. Desrespeitando a condição plural humana de amar, o Estado impõe valores éticos e morais reclamando a posse sobre “qual” a forma mais correta de se relacionar. Utilizando-se da desculpa de se preocupar com o bem estar social Ele domina a escolha humana, impedindo o indivíduo de exercitar e assegurar sua liberdade.

Os protocolos exigidos pelo Estado destacam-se quando os relacionamentos não podem ser legitimados sem a intervenção do mesmo. Uma vez que não há uma aprovação, não interessa ao Estado a possibilidade de discussão sobre algo que não valoriza uma decisão racional do que é imposto e não mediado. A impossibilidade da exposição do que Ele não considera como propício ao bem estar coletivo torna qualquer pratica divergente a sua alusão comportamental como prática inaceitável.

Não fazendo que com que os indivíduos se desenvolvam intelectualmente, Ele transforma todas as relações mantendo-as em um único seguimento. Apropriando-se de um único padrão, uma etiqueta, o Estado empobrece todas relações diversas pois o seu único papel é negligenciar todos os laços de afinidades que unem os indivíduos.

Na sociedade capitalista a exclusividade, a possessividade e a dominação deriva da cultura centrada no valor de “ter” , de dominar inteiramente o outro ou algo. O vínculo de uma relação baseada nos princípios capitalistas não preserva a condição do “um” tão pouco sua identidade, uma vez que na relação “um só” o ser social acaba por sair de si mesmo perdendo sua naturalidade de decisão.

A união de dois indivíduos ou mais deve trazer o convite do mutuo acordo, do respeito e da recíproca. Uma vez que a idéia do que se “é”, é realmente percebida, o ser social passa a acordar e a dialogar de forma livre, não saindo então de si mesmo para pertencer a idéia do outro.

Quando há o desejo de relacionar-se, ambos tem como finalidade a contribuição de um para com a outro continuamente,independente de contrato ou mediação. Quando o desejo de apropriar-se da consciência do outro deixar de ser o foco dos relacionamentos, o homem então passará a praticar o amor livre passando então a reconhecer que a escolha de estar juntos é opcional.

” Amar é estender o seu corpo em direção a um outro corpo; mas é também, fundamentalmente, exigir que esse corpo, que ele deseja, também se estenda; é desejar o desejo do outro” (Hegel).

CONTRA-CULTURA E O MOVIMENTO PUNK EM SUA TOTAL LEGITIMIDADE

 

Cultura é um conjunto de padrões comportamentais. Como uma rede de significados que dão sentido ao mundo que cerca um indivíduo, a cultura é a prática e a ação social que segue um padrão em determinado espaço. Etimologicamente a palavra cultura está associada ao termo cultivar (colere – latim ), isso mostra que mesmo não havendo um modelo único, a cultura é um processo de agregação do que a aprendido através do convívio social sendo transmitido aos seus semelhantes de geração para geração.

 Já a contra-cultura contradiz tudo o que é imposto como sendo natural do ser humano. Desmistificando os conceitos e padrões comportamentais pré-estabelecidos, a contra-cultura questiona a complexa realidade cotidiana fundamentando novas idéias contestadoras baseadas no conceito de liberdade absoluta. Esse conceito afirma que a tradições que cerca o individuo nada mais faz do que aprisionar e educar a sociedade à uma alienação moral e comportamental.

 Nesse conceito, a cultura e a natureza humana se contrapõe, pois observando que o “natural” do individuo é ensinado e não aprendido através da vivencia social, o individuo somente reproduz de forma mecanizada ensinamentos concebidos ao longo de séculos. Não agindo em plenitude , ele não consegue utilizar da observação como ferramenta de aprendizado.

 Toda transformação está marcada por contato, quando o homem utiliza dos recursos existentes para moldar a sociedade ele passa a procurar modos diferentes de organizar uma nova vida social, preocupando-se em entender os muitos caminhos e as muitas maneiras que conduz o os grupos sociais e suas relações e passando assim a entender que a cultura se molda e sofre mutações a medida que as transformações acontecem.

 Tudo o que é produzido e criado pelo ser humano é cultura. Compreendendo a cultura como expressão de toda ferramenta de produção para o desenvolvimento humano, podemos entender que a contra-cultura tem como papel fundamental liquidar a idéia da concepção de cultura instituída pelo Estado, concepção esta que distancia a cultura como sendo algo do cotidiano . O Estado Liberal transforma a cultura em mera ferramenta de divertimento para distanciar o individuo do questionamento da realidade social. Sem esse questionamento ele não transforma, não questiona, não modifica e não entende as variedades e as riquezas de novas formas que podem ser conquistadas.

 Uma vez que o conhecimento deriva da prática, o homem deve adaptar suas experiências vividas em seu meio independente da postura que ele venha assumir em sociedade.

 A contra-cultura mobiliza a contradição a tudo que é constituído e torna concreta a indagação de que como seres sociais, temos o compromisso de contornar e transformar o que vemos como tão comum em nossa sociedade. A contra-cultura é uma ferramenta que evidencia a necessidade do entendimento das diferentes dimensões sociais e suas causas.

 A discussão obtida através desse entendimento adequá-se a novas formas de manifestações artísticas, estéticas e até morais, estratégias que trazem um novo pensar social, realizando então modos diferentes e contraditórios ao que é imposto pelo Estado, destruindo assim os falsos argumentos impostos. argumentos esses que somente nutrem a segregação e o preconceito.

 A contestação dessas regularidades impostas é proposto pelo movimento punk em seu surgimento, pois o descontentamento social ortoga a necessidade do questinamento e da mudança justificando-se em considerações onde a exploração através da força de trabalho é incutida de forma nada ingênua no aprendizado cotidiano.

 A consciência da transformação é a essência da contra-cultura. É lógico que quando dizemos que esse consciente deve ser aprendido, significa que a vivencia social deve trazer a tona a permissão da criação de novas concepções representando assim a negação do que é imposto.

 A contra-cutura, cria, transforma e sobretudo rompe totalmente com tudo o que é imposto pela sociedade capitalista.

1º de maio é luta é luto!!!

O QUE FAZER COM ESSA “TAL” LIBERDADE

A faculdade de cada um agir ou decidir segundo sua própria determinação , o estado ou condição determinante que torna o homem liberto de influências e que não o aprisiona em determinado “contexto” é liberdade.
A liberdade individual sobretudo vem do argumento de que o ser livre não perde inteiramente suas particularidades tão pouco se rotula no que diz respeito a padrões impostos pela sociedade que aparentemente liberta e constrói.
A liberdade dentro do sistema capitalista se refere ao aprisionamento da mente humana. Permitindo a limitação do pensamento e desenvolvimento humano , o sistema capitalista torna o homem incapaz de desenvolver um raciocínio verdadeiramente questionador o limitando coagindo assim a suas ações.
Uma vez que o sistema capitalista domina as classes, o liberalismo econômico liberta a desigualdade social, já que o Estado constituído não intervêm na economia, a classe dominante garante uma livre iniciativa garantindo assim seu bem estar social, tornando os menos favorecidos dependentes da função de abastecer o coletivo através da sua força de trabalho.
Os sinais claros de que a “democracia capitalista”, nada mais faz do que desrespeitar a condição humana se externa na desigualdade social observada diariamente.
A liberdade é um meio não um fim de outorgar o indivíduo a determinar e escolher suas ações, ou seja, decidir de qual modo deseja viver, de forma que sua vida social não se afunile a medida que esse individuo entende que os grilhões que o aprisionam ocasionam danos irrefutáveis a sua vivência cotidiana.
A liberdade não constrange, ela entra em conformidade com a lei moral que entregamos a nós mesmos. a liberdade não implica a pobreza, tão pouco a limitação do dever da compreensão e do respeito as condições diversas.
A autoridade e o poder se detêm na pretensão de saber, relaciona-se em dominar uma verdade como absoluta não defendendo o direito do respeito a diversidade. O libertário defende uma prática, onde a liberdade absoluta ir restringe o indivíduo. Essa prática dentro do sistema capitalista se torna-se ineficaz, uma vez que dentro desse sistema o ser humano se torna incapaz de entender o verdadeiro conceito libertário.
Partindo do pressuposto que dentro do sistema capitalista o homem é condicionado a entender que ele é servo do outro sucessivamente, é impossível que haja liberdade, pois a idéia inicial do Estado como força mediadora se torna deturpada quando através da intervenção burguesa o homem passa a ser dominado. Para que haja entendimento sobre o que é liberdade absoluta o homem necessita em sua total racionalidade  agir conforme o bem estar do todo entendendo então que ele caminha ao lado de seu semelhante e não sob ou sobre  o mesmo, assim ele passará a ser livre.

O MOVIMENTO PUNK COMO FERRAMENTA DE LUTA

Devemos nos opor não somente à pobreza e a exclusão social, devemos nos opor também ao sistema que é a mãe de todas essas causas – o capitalismo, que nada mais faz do que aniquilar toda classe operária transformando a mesma em uma engrenagem fétida desse sistema que nos aprisiona e que nos faz de escravos todos os dias.

 Somente através da criação de uma frente popular conseguiremos obter uma socieade justa e igualitária, baseada sim nas necessidades humanas e não somente no lucro de poucos.

Com o capitalismo jamais conseguiremos avançar,pois o Imperialismo impede que paises em desevolvimento cresçam sem dependência financeira ao FMI, causando assim,uma chuva de instabilidade socio-economica e desesperança, pois um sistema baseado somente no lucro é sinônimo de desemprego e fome.

Alguns grupos independentes na América se opuseram as ameaças contra a Síria e ao Irá, como também à invasão ao Iraque com manifestações e protestos, o que fez com que muitas pessoas ficassem feridas e fossem até mesmo presas por insubordinação. Esse fato mostra que a organização de uma massa,mesmo que pequena, faz com que a maioria, que esta com os olhos tapados pelo que chamamos de cegueira social, comecem a perceber que também podem fazer mudanças.

 Barak Obama chegou como um anjo que caiu do céu, vestindo falsamente a mascara de um Pantera Negra, prometendo acabar com a probreza e melhorar a economia em seu país, mas as custas de quem essa mudança ocorrerá?! – Virá através das mesmas medidas adotadas pelo governo Clinton de endividar ainda mais os países em desenvolvimento com seus gigantes impostos de importação, e suas medidas socio-economicas Imperialistas que somente visam o crescimento da América e o afundamento das demais potencias e dos países pobres.Transformando assim,novamente os EUA na unica potencia mundial.

 A resistencia da classe trabalhadora esta crescendo mundo afora e é necessário que nos organizemos para que possamos exigir melhoras não somente no país que vivemos mas que possamos contribuir para uma mudança mundial.

Nosso proposito esta comprometivo fazer do movimento punk um movimento de luta e para isso é necessário que a organização dos sons tenham um fundamento político e não somente de farra e confraternização!

Vamos agir!!!

(Texto extraído do zine mensageiros do kaos – 2008)